A caneta
escorrega no papel sem direção.
Quero
escrever algo e não encontro as palavras certas.
Olho pela
janela e busco a inspiração.
Mas
só encontro o barulho do mundo.
Carros,
gentes, animais, ventos...
Barulhos
que não dizem nada.
Tudo
deveria ser poesia, mas a poesia não quer sair de dentro.
Vejo uma
fumaça ao longe.
Parece o
recado de alguém que na fumaça quer ser notado.
A caneta
continua escorregando, continua buscando.
Tento
olhar para outro lado e percebo meu reflexo na vidraça.
Vejo
alguém que não sou eu, que não quer ser eu.
É apenas
reflexo, imagem irreal...
Mesmo
sendo reflexo do que sou não é reflexo do que deveria ser.
Fecho os
olhos, a caneta para por um instante, não quer mais delirar.
Preciso
da janela da alma para ver o mundo.
E vejo o
mundo que se escorrega pela vida.
Uma
árvore balança com o vento, é uma luta constante.
Folhas
caem para que outras possam nascer.
A vida
continua em ciclos permanentes.
A caneta
escorrega pelo papel.
E a vida
escorrega lá fora.
Até a próxima
Carlos de Carvalho

Esse menino está cada dia melhor.
ResponderExcluirParabéns!
Beijos
Brigaduuu, bom saber que que você gostou, abraços.
ResponderExcluirE obrigado pelo menino, srrsrss
ResponderExcluirmuito bom...gostei !!! :)
ResponderExcluirBrigaduuuu... Escrever poesias alegra a alma e encanta o coração,
ResponderExcluirsempre que posso coloco no papel meus sentimentos e minhas angústias.
até mais. abraços.