Há, nesse seu
jeito inocente uma esperança indescritível.
Há nessas
mãos tão suaves, um poder invisível.
Há nesses
seios angelicais uma força nutritiva.
Há nessa
barriguinha linda uma vida gerada da paixão.
Uma criatura
linda, frágil, mas consciente da força que lhe carrega.
Há nesse
olhar um temor profundo de que a vida não é um mar de rosas.
Há nesse
olhar uma vontade infinita de vencer todos os obstáculos.
Os que
existem e os que estão por vir.
Há nesses
gestos carinhosos uma ansiedade maternal.
Que é comum
para quem vai dar a vida e se doar eternamente.
Há nessa boca
uma frase preparada para quando o inoportuno chegar.
Há nessa
cabeça um turbilhão de ideias.
Para sempre
inovar tudo aquilo que já sabemos.
Há nesse
corpo um jeito materno.
Uma leve
sombra de superioridade.
De audácia
que impulsiona minha alma.
Uma
barriga... Uma criança. Uma vida que renasce em nós.
Sua ansiedade
aumenta, sabe que a hora dessa vida fluir está para chegar.
E, quando seu
ventre finalmente lançar à vida, seremos ainda mais completos.
Eu, você
nossa filha... Nossa família.
Que nossos
filhos sejam herdeiros de nossas esperanças e perpetuem nossos sonhos e
desejos.
Parabéns
mamãe.
Carlos de Carvalho - dezembro de 1983
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