Eu e minha filha temos o costume de jogar xadrez em
partidas que duram semanas a fio, montamos o tabuleiro em nosso cantinho de
leitura e quando eu termino minha jogada deixo um papelzinho com o nome dela
para ela saber que é a vez dela e após ela jogar ela coloca meu nome e assim
podemos controlar e termos tempo para analisar cada jogada, pois não precisamos
jogar contra o relógio e assim as jogadas são muito bem trabalhadas e
analisadas.
O xadrez é um jogo fascinante, pois cada jogada executada
deve-se pensar em qual risco vamos enfrentar quando o outro fizer sua jogada e
se naquela mudança de peça não vai ocasionar o xeque simples ou o xeque-mate
que é a derrota do adversário, ou seja, deve-se pensar muito em qual posição
vamos colocar as peças e pensar se naquela posição facilitará ou complicará a
jogada do adversário.
Por exemplo, gosto muito de começar minhas jogadas
mudando o cavalo, que caminha em “L” para já ir assustando minha adversária e
demoro muito em avançar com os peões que ficam a frente do rei para não
deixa-lo desprotegido, mesmo sabendo que é um risco muito grande, pois conforme
a jogada dela pode ficar vulnerável para um xeque-mate precoce. E as jogadas
dela sempre começam movimentando o peão lateral, acho que também é uma boa
estratégia, pois aos poucos vai liberando os bispos e consequentemente as torres, é também uma
jogada de alto risco, pois posso atacar pelos francos com meus cavalos e
peões...
Enfim cada jogada requer muito pensamento e cuidado para não
saborearmos o gosto amargo da derrota prematuramente e, caso seja derrotado
fica o consolo de termos jogado dificultando ao máximo a vitória do adversário
e sempre no final percebemos que o melhor do jogo não é a vitória em si mas o
decorrer da partida onde mostra que aproveitar a vigem é as vezes melhor que o
destino.
Gosto de fazer uma analogia do jogo de xadrez com nossa
vida no dia-a-dia, sempre precisamos nos atentar as nossas atitudes e decisões
para fazermos a melhor “jogada” e continuar sendo um “adversário” competente
para nós mesmos, em cada decisão que precisamos tomar, em cada palavra que
vamos proferir, em cada gesto, em cada rumo que vamos tomar...
Enfim, em nossa
vida temos várias peças para movimentar e jogadas que podemos escolher fazer e
se não pensarmos com equilíbrio e sensatez podemos levar um “xeque” ou até
mesmo um “xeque-mate” da situação. Às vezes percebo pessoas tomando atitudes
que, devido a experiência que tenho, já sei onde vai dar, mas se a pessoa
também não arriscar nas jogadas como vai aprender? Já arrisquei muito e já
perdi muito, hoje tenho mais oportunidades de acertar e a prática acabou
levando a isso.
Pense bem antes de cada decisão, de cada jogada, e se no
final levar um “xeque-mate” não se desespere é só montar o tabuleiro da vida
novamente e recomeçar o jogo. O universo nos dá sempre essa chance de recomeçarmos e com estratégias novas, que bom né?
Até a próxima
Carlos de Carvalho


Eu sou a filha....
ResponderExcluirGostei... =P