quarta-feira, 7 de maio de 2014

Jogo de xadrez


Eu e minha filha temos o costume de jogar xadrez em partidas que duram semanas a fio, montamos o tabuleiro em nosso cantinho de leitura e quando eu termino minha jogada deixo um papelzinho com o nome dela para ela saber que é a vez dela e após ela jogar ela coloca meu nome e assim podemos controlar e termos tempo para analisar cada jogada, pois não precisamos jogar contra o relógio e assim as jogadas são muito bem trabalhadas e analisadas.

O xadrez é um jogo fascinante, pois cada jogada executada deve-se pensar em qual risco vamos enfrentar quando o outro fizer sua jogada e se naquela mudança de peça não vai ocasionar o xeque simples ou o xeque-mate que é a derrota do adversário, ou seja, deve-se pensar muito em qual posição vamos colocar as peças e pensar se naquela posição facilitará ou complicará a jogada do adversário. 

Por exemplo, gosto muito de começar minhas jogadas mudando o cavalo, que caminha em “L” para já ir assustando minha adversária e demoro muito em avançar com os peões que ficam a frente do rei para não deixa-lo desprotegido, mesmo sabendo que é um risco muito grande, pois conforme a jogada dela pode ficar vulnerável para um xeque-mate precoce. E as jogadas dela sempre começam movimentando o peão lateral, acho que também é uma boa estratégia, pois aos poucos vai liberando os bispos e  consequentemente as torres, é também uma jogada de alto risco, pois posso atacar pelos francos com meus cavalos e peões...

Enfim cada jogada requer muito pensamento e cuidado para não saborearmos o gosto amargo da derrota prematuramente e, caso seja derrotado fica o consolo de termos jogado dificultando ao máximo a vitória do adversário e sempre no final percebemos que o melhor do jogo não é a vitória em si mas o decorrer da partida onde mostra que aproveitar a vigem é as vezes melhor que o destino.

Gosto de fazer uma analogia do jogo de xadrez com nossa vida no dia-a-dia, sempre precisamos nos atentar as nossas atitudes e decisões para fazermos a melhor “jogada” e continuar sendo um “adversário” competente para nós mesmos, em cada decisão que precisamos tomar, em cada palavra que vamos proferir, em cada gesto, em cada rumo que vamos tomar... 

Enfim, em nossa vida temos várias peças para movimentar e jogadas que podemos escolher fazer e se não pensarmos com equilíbrio e sensatez podemos levar um “xeque” ou até mesmo um “xeque-mate” da situação. Às vezes percebo pessoas tomando atitudes que, devido a experiência que tenho, já sei onde vai dar, mas se a pessoa também não arriscar nas jogadas como vai aprender? Já arrisquei muito e já perdi muito, hoje tenho mais oportunidades de acertar e a prática acabou levando a isso.

Pense bem antes de cada decisão, de cada jogada, e se no final levar um “xeque-mate” não se desespere é só montar o tabuleiro da vida novamente e recomeçar o jogo. O universo nos dá sempre essa chance de recomeçarmos e com estratégias novas, que bom né?
   





Até a próxima
Carlos de Carvalho

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