terça-feira, 27 de maio de 2014

Jeito estranho






Nunca é difícil entender ou perceber.

Quando o desejo desponta no entardecer.

Não precisa mais rir da minha cara de “sem jeito”.

Pois eu não quero mais sorrir com você.

Parece que todo segredo já foi desvendado.

E finjo que me esqueço de tudo e volto ao teu lado.

Mesmo que tudo venha à tona quando olho para você.

No vazio procuro a inspiração, só vejo sua imagem.

E a procura parece desculpa para não te sentir o que no passado era desejo,

Era paixão...

E quanto mais longe quero ficar, mais próximo chego às lembranças.

Tudo se volta contra mim e acabo entrando sem querer na tua teia.

E quando passa toda tempestade quero o acalanto do seu colo.

Surge a verdade quase absoluta que não quero acreditar,

Ou não quero saber para não reconhecer o que deve ser mudado.

Penso profundamente em não mais amar...

Mas o amor não pede licença, apenas chega e ama, invade.

Apenas toma conta, é impossível não perceber.

Quantas vezes digo que não quero mais amar ninguém,

Mas o que a boca fala nem sempre o coração sente.

È quase difícil representar o que não quer ser mostrado,

Não é bom para o coração querer disfarçar.

Quem sabe descubro uma saída e entro novamente em sua vida.

Quero ser de novo o ar que você respira.

Todo o resto não me interessa tudo agora é só consequência.

O que no início era a causa hoje é só resultado.

Sei que vale mais a busca que o prêmio...

Sinto que a busca é estar próximo de alguém e sei que o prêmio é a indiferença.



Troféu amargo... Não quero mais.

Quem sabe eu nada seria sem você.

Mas quem sou eu que nada sei?

Não quero ser contrário a tudo, mesmo que tudo seja contrário a nós.

Porem sei que mesmo desejando tudo.

Sei que tudo pode estar perdido agora...

E me encontrar perdido é ficar sem você.

Cadê você?

                                

Até a próxima

Carlos de Carvalho


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