Nunca é difícil entender ou perceber.
Quando o desejo desponta no entardecer.
Não precisa mais rir da minha cara de “sem jeito”.
Pois eu não quero mais sorrir com você.
Parece que todo segredo já foi desvendado.
E finjo que me esqueço de tudo e volto ao teu lado.
Mesmo que tudo venha à tona quando olho para você.
No vazio procuro a inspiração, só vejo sua imagem.
E a procura parece desculpa para não te sentir o que no
passado era desejo,
Era paixão...
E quanto mais longe quero ficar, mais próximo chego às
lembranças.
Tudo se volta contra mim e acabo entrando sem querer na
tua teia.
E quando passa toda tempestade quero o acalanto do seu
colo.
Surge a verdade quase absoluta que não quero acreditar,
Ou não quero saber para não reconhecer o que deve ser
mudado.
Penso profundamente em não mais amar...
Mas o amor não pede licença, apenas chega e ama, invade.
Apenas toma conta, é impossível não perceber.
Quantas vezes digo que não quero mais amar ninguém,
Mas o que a boca fala nem sempre o coração sente.
È quase difícil representar o que não quer ser mostrado,
Não é bom para o coração querer disfarçar.
Quem sabe descubro uma saída e entro novamente em sua
vida.
Quero ser de novo o ar que você respira.
Todo o resto não me interessa tudo agora é só consequência.
O que no início era a causa hoje é só resultado.
Sei que vale mais a busca que o prêmio...
Sinto que a busca é estar próximo de alguém e sei que o
prêmio é a indiferença.
Troféu amargo... Não quero mais.
Quem sabe eu nada seria sem você.
Mas quem sou eu que nada sei?
Não quero ser contrário a tudo, mesmo que tudo seja
contrário a nós.
Porem sei que mesmo desejando tudo.
Sei que tudo pode estar perdido agora...
E me encontrar perdido é ficar sem você.
Cadê você?
Até a próxima
Carlos de Carvalho
Carlos de Carvalho


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