quarta-feira, 16 de julho de 2014

O valor do silêncio




Tem certos momentos na vida que o desejo maior é a solidão.
Gosto de fechar os olhos para não ver a requisição do seu olhar.
Que às vezes fere impetuoso o sentido da alma no vazio do silêncio.

È maravilhoso quando se pode calar a boca.
Sem se preocupar com a ausência das palavras.
 Ás vezes, no encalço da vida as palavras não dizem nada.
E em certos momentos fere os sentimentos de quem ouve.

O silêncio provoca a imaginação.
 Parece que é algo metafísico.
É bom senti-lo criativo bem fundo no coração.
Deixar soltar a voz do silêncio é entrar em estase na emoção.

Muitas vezes estou ermo, mas nunca solitário.
Tenho meus sonhos como companhia.
De madrugada busco minha quintessência.
Fecho os olhos, calo a boca e as bocas ao redor.
A busca se torna subjetiva, objetiva, sem decência.

Ouço apenas o tilintar do silencio.
Parece uma música dos céus.
Anjos que cantam melodias que alegram a alma.
O silêncio se mistura com essa música numa sinfonia de pensamentos.
A música se distrai numa dança descomunal.
Cantam e dançam em harmonia com meus desejos.

Alguém bate à porta, alguém precisa de atenção.
Tenho que voltar a vida... A realidade prevista.
Tudo é normal de novo, não tenho outra saída.
Espero de novo por outra madrugada.
E no silêncio voltar à vida.

                                
Até a próxima, 

Carlos de Carvalho




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