Quero
agora viver em causa própria,
Sentir
o que não pode mais ser sentido.
Quero
ganhar o que antes já perdera,
Eu sei
que as vezes quero ser o que a vezes não posso ser.
Ser
alguém que já perdeu a chance de tornar-se ser,
Buscar a réplica
de um argumento falido,
Cantar um
refrão já por muito tempo esquecido,
As vezes
quero ouvir a voz do coração,
Mas o
coração já não dialoga somente se submete.
Somente
enlouquece, somente se apavora.
O tempo
já não é mais o remédio,
O remédio
agora é veneno, me dilacera.
O que
mais posso dizer, se ninguém mais me escuta?
Onde está
a minha voz, onde está meu bom senso?
Quero uma
trégua paterna, eterna, subalterna...
Vou
infligir às leis, quero a prisão,
A prisão
do seu coração, a prisão da liberdade imposta.
Quero o
vento tocando meu rosto,
Quero o
inesperado de um encontro não marcado,
Quero
curtir a mágoa por ter amado,
Quero a
alegria de ter vivido a triste perda,
Quero te
encontrar num sonho a cada piscar de olhos,
Quero a
paixão batendo a minha porta,
Ilusão,
não quero mais por aí perdida,
Quem tem
que se perder, somos nós...
Perdendo-
nos, talvez nos encontremos.
Você é a
mulher que sempre preciso,
Você é
o amor que sempre me atraí,
Que não
me traí, que sempre me busca,
Você é a
razão do meu caos,
Faz-me
sentir perdido por vontade,
Coloca-me
de encontro ao nosso objetivo,
Provoca-me
uma força capaz de remover cada pedra do caminho.
Fique
sempre ao meu lado, a minha frente, acima, abaixo...
Mas não
saia de perto da minha vontade de te ter para sempre.
Até a próxima
Carlos de Carvalho


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