Tem certos momentos na vida que o desejo maior é a
solidão.
Gosto de fechar os olhos para não ver a requisição do seu
olhar.
Que às vezes fere impetuoso o sentido da alma no vazio do
silêncio.
É maravilhoso quando se pode calar a boca.
Sem se preocupar com a ausência das palavras.
Ás vezes, no
encalço da vida as palavras não dizem nada.
E em certos momentos fere os sentimentos de quem ouve.
O silêncio provoca a imaginação.
Parece que é algo
metafísico.
É bom senti-lo criativo bem fundo no coração.
Deixar soltar a voz do silêncio é entrar em extase na
emoção.
Muitas vezes estou ermo, mas
nunca solitário.
Tenho meus sonhos como companhia.
De madrugada busco minha quintessência.
Fecho os olhos, calo a boca e as bocas ao redor.
A busca se torna subjetiva, objetiva, sem decência.
Ouço apenas o tilintar do silencio.
Parece uma música dos céus.
Anjos que cantam melodias que alegram a alma.
O silêncio se
mistura com essa música numa sinfonia de pensamentos.
A música se distrai
numa dança descomunal.
Cantam e dançam em
harmonia com meus desejos.
Alguém bate à porta, alguém precisa de atenção.
Tenho que voltar a vida... A realidade prevista.
Tudo é normal de novo, não tenho outra saída.
Espero de novo por outra madrugada.
E no silêncio voltar à vida.
Até a próxima,
Carlos de
Carvalho

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