terça-feira, 3 de junho de 2014

O valor do silêncio







Tem certos momentos na vida que o desejo maior é a solidão.

Gosto de fechar os olhos para não ver a requisição do seu olhar.
Que às vezes fere impetuoso o sentido da alma no vazio do silêncio.



É maravilhoso quando se pode calar a boca.

Sem se preocupar com a ausência das palavras.

Ás vezes, no encalço da vida as palavras não dizem nada.


E em certos momentos fere os sentimentos de quem ouve.


O silêncio provoca a imaginação.


Parece que é algo metafísico.


É bom senti-lo criativo bem fundo no coração.


Deixar soltar a voz do silêncio é entrar em extase na emoção.




Muitas vezes estou ermo, mas nunca solitário.


Tenho meus sonhos como companhia.


De madrugada busco minha quintessência.


Fecho os olhos, calo a boca e as bocas ao redor.


A busca se torna subjetiva, objetiva, sem decência.



Ouço apenas o tilintar do silencio.


Parece uma música dos céus.


Anjos que cantam melodias que alegram a alma.

O silêncio se mistura com essa música numa sinfonia de pensamentos.


A música se distrai numa dança descomunal.


Cantam e dançam em harmonia com meus desejos.



Alguém bate à porta, alguém precisa de atenção.


Tenho que voltar a vida... A realidade prevista.


Tudo é normal de novo, não tenho outra saída.


Espero de novo por outra madrugada.


E no silêncio voltar à vida.


Até a próxima, 


Carlos de Carvalho



















Nenhum comentário:

Postar um comentário