quarta-feira, 23 de abril de 2014

Não se acostume com o que não te faz feliz




“Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!“
( Fernando Pessoa)

Fernando Pessoa costumava colocar em suas poesias muito do que acontecia no seu dia-a-dia, tudo que era percebido era anotado e transformado em poesia, em versos, nada passava despercebido aos olhos do poeta, até as discussões e desentendimentos amorosos ficavam registrados nas palavras que quando lidas poderiam ser a solução para uma desavença.


Nossa vida na maioria das vezes parece uma “montanha russa” de altos e baixos, passamos por períodos que parecem intermináveis, porém o ciclo muda, passa para outra etapa, se transforma em uma nova fase. 

As vezes nem temos a consciência de que mudanças ocorrem e que tudo passa e que tudo se transforma e que tudo muda, pode ser para melhor ou para pior depende de nossa decisão dentro do turbilhão de acontecimentos. É preciso equilíbrio emocional, mas como se equilibrar se tudo parece que está um furação? 



Aí que está o segredo, devemos sempre aproveitar muito bem os momentos bons, os altos da “montanha russa”, o período que parece que tudo está bem para pouparmos energia e fazer reservas, inclusive emocionais, para quando os momentos difíceis chegarem, e eles vão chegar, estarmos preparados e blindados com uma força avassaladora que não deixará que o desânimo tome conta e nos coloque mais para baixo ainda e quanto mais preparados tivermos mais suave será a descida e mais rápida a subida.

A vida é feita de ciclos , de vai e vem constante, de perde e ganha, de amores e desamores, umas pessoas nos alegram outras nos entristecem, as vezes até as mesmas pessoas causam diferentes emoções em nossas vidas, e isso é diretamente proporcional ao momento que elas também estão vivendo no seu próprio momento da “montanha russa” individual.

Um dia me perguntaram se eu concordava em viver em uma “montanha russa” de emoções e ciclos constantes em mutação, respondi que preferia muito mais assim, a viver em um “carrossel” que só fica dando voltinhas em torno de si mesmo e não causa emoção alguma e que nunca muda, ou sobe e ate mesmo desce... 



Enfim, é melhor arriscar e sentir emoções do que se acomodar na situação e viver sempre rodando preso em uma conveniência.

Até a próxima,



Carlos de Carvalho

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