“Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se
quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se
afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!“
( Fernando Pessoa)
Fernando Pessoa costumava colocar em suas poesias muito do
que acontecia no seu dia-a-dia, tudo que era percebido era anotado e
transformado em poesia, em versos, nada passava despercebido aos olhos do
poeta, até as discussões e desentendimentos amorosos ficavam registrados nas
palavras que quando lidas poderiam ser a solução para uma desavença.
Nossa vida na maioria das vezes parece uma “montanha russa”
de altos e baixos, passamos por períodos que parecem intermináveis, porém o
ciclo muda, passa para outra etapa, se transforma em uma nova fase.
As vezes
nem temos a consciência de que mudanças ocorrem e que tudo passa e que tudo se
transforma e que tudo muda, pode ser para melhor ou para pior depende de nossa
decisão dentro do turbilhão de acontecimentos. É preciso equilíbrio emocional,
mas como se equilibrar se tudo parece que está um furação?
Aí que está o
segredo, devemos sempre aproveitar muito bem os momentos bons, os altos da
“montanha russa”, o período que parece que tudo está bem para pouparmos energia
e fazer reservas, inclusive emocionais, para quando os momentos difíceis
chegarem, e eles vão chegar, estarmos preparados e blindados com uma força
avassaladora que não deixará que o desânimo tome conta e nos coloque mais para
baixo ainda e quanto mais preparados tivermos mais suave será a descida e mais
rápida a subida.
A vida é feita de ciclos , de vai e vem constante, de
perde e ganha, de amores e desamores, umas pessoas nos alegram outras nos
entristecem, as vezes até as mesmas pessoas causam diferentes emoções em nossas
vidas, e isso é diretamente proporcional ao momento que elas também estão
vivendo no seu próprio momento da “montanha russa” individual.
Um dia me perguntaram se eu concordava em viver em uma
“montanha russa” de emoções e ciclos constantes em mutação, respondi que
preferia muito mais assim, a viver em um “carrossel” que só fica dando voltinhas
em torno de si mesmo e não causa emoção alguma e que nunca muda, ou sobe e ate
mesmo desce...
Enfim, é melhor arriscar e sentir emoções do que se acomodar na
situação e viver sempre rodando preso em uma conveniência.
Até a próxima,
Carlos de Carvalho



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